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Lésbicas no Divã
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Autor(es): Jorge Paulete Vanrell, Nilzeth Lourenço de Alcântara

Edição:

Ano: 2012

Paginação: 216

ISBN: 978-85-7789-134-4

Acabamento: Brochura

Sinopse: As lésbicas são criaturas rodeadas de certo mistério e romantismo. Vivem de forma mais ou menos aparente e extrovertida, mais ou menos livres, mais ou menos felizes, a maioria das vezes de forma esquiva. É que essas pessoas ? as lésbicas ?, como tantas outras, são iguais a nós: se apaixonam, como eu; amam, como você; sofrem, como ele, e vivem como todos os demais. Assim, as pessoas nascidas em uma sociedade homossexual geralmente obedecem às mesmas leis e preceitos que seguem pessoas nascidas em uma sociedade heterossexual. A maioria das pessoas se sente confortável com as condições que a sociedade lhe impõe. Mas há aqueles que se sentem oprimidos e vivem uma experiência de vida completamente antinatural. Mas, é bom lembrar que o problema não está nessas pessoas, e sim nas restrições impiedosas que a sociedade lhes impõe e que deveriam ser consideradas como atentatórias à natureza humana. Os legisladores contribuíram com seu esforço para viabilizar a convivência social, pacífica, de situações de fato irreversíveis, que careciam ser dirimidas e normatizadas. E esta ?legislação?, se deu através da jurisprudência ? inicialmente tímida mas, ao depois, avassaladora e às escâncaras ?, que foi instada a resolver causas em que acabou por reconhecer direitos e deveres, em pontos cruciais do Direito de Família, das Sucessões e do Direito das Coisas. É evidente que o legislador, incontinenti, descriminalizou os pontos de vista atávicos, oriundos de uma sociedade vetusta, arcaica e marcada por uma histórica intolerância sócio-religiosa, para refrescá-los à luz de conceitos modernos, das experiências recentes e da tolerância exigidas para uma convivência feliz e pacífica, equilibrada, entre as pessoas. Muito há por fazer ainda, inclusive porque existem muitas situações imprevisíveis, não imaginadas e que, até agora, não se suscitaram. Todavia, na medida em que elas surjam, certamente haverá sempre um magistrado arguto e destemido, capaz de decidir sabiamente e, dessa maneira, abrirá os caminhos para a atividade do poder legiferante, que acompanhará os anseios de modernização da sociedade. É tudo isso, afora um sem fim de outras numerosas facetas, o que se descortinará nas páginas seguintes. É por essa razão que apresentaremos não apenas informações atualizadas mas, e sobretudo, posicionamentos vivenciais capazes de modificar os preconceitos ainda enraizados na população. As lésbicas são criaturas rodeadas de certo mistério e romantismo, dizíamos, tipos de duendes sexuais, que realmente não existem. Ledo engano! Uma lésbica é um ser odiado por homens e por mulheres. As mulheres a odeiam porque estão pouco dispostas a ver nela uma parte delas próprias. Os homens a ultrajam porque ela representa uma terceira força na guerra entre os sexos, um competidor concreto. Quem é essa mulher, a lésbica? Onde é que vive? Como ama? E, o mais importante, quem é que a fez do jeito que ela é? Este livro foi projetado para dar as respostas a essas perguntas. Senão a todas, pelo menos a uma boa parte delas. A intenção é jogar um facho de luz sobre essa área de sombras. As lésbicas, no Brasil atual, em que pesem os avanços, ainda vivem sós em um mundo que não é delas. São odiadas, são temidas e são compadecidas, e, muito raramente, compreendidas. Este livro tenta, antes que qualquer outra coisa, torná-las compreensíveis e compreendidas. Nós chegamos a conhecer um grande número de lésbicas, ao longo de nossas atividades profissionais. Conhecemos moças e jovens, assustadas, que chegaram até nós, tremendo, na beira da homossexualidade, pedindo para esclarecer-lhes, em prantos, o que era que acontecia com elas, por que eram diferentes, por que certos desejos perversos e irresistíveis percorriam seus corpos. Conhecemos mulheres que queriam ser ?curadas?, que queriam que com a nossa varinha de condão transformássemos os desejos que julgavam ?inadequados? ou pouco convencionais, por outros heterossexuais, politicamente mais corretos e saudáveis. Mas também conhecemos moças e jovens, e até mesmo adultos, que parecem reconhecer-se como eles e elas são, que aprenderam a aceitar-se com as suas diferenças comportamentais e que aprenderam a conviver com as mesmas. O leitor terá oportunidade de conhecer várias dessas pessoas ao ler estas páginas. Assim, conhecerá a Bel, a jovem profissional universitária do norte de Paraná, que se tornou uma lésbica sem saber o que era o lesbianismo. Conhecerá também Lucélia, a moça de sociedade do interior paulista, desocupada e vazia, que seguiu um caminho semelhante para o lesbianismo, como ?lady? bissexual, viciando-se em que outra mulher, com seus toques, lhe provocasse os orgasmos que o seu marido não conseguia. Conhecerá a Teka, que mergulhou na homossexualidade por total falta de conhecimento ? não apenas da homossexualidade como tal ?, mas uma falta geral de conhecimento sobre o sexo, que a levou até a se prostituir para atender os desejos e exigências de sua ?lady?, possessiva e exploradora. Roberta, uma menina de voz rouca e áspera, com os ombros de um estivador e o vocabulário de um motorista de caminhão. Formada em Relações Públicas, nunca conseguiu um emprego na sua profissão e, até hoje, ela trabalha em uma serraria, na região amazônica, porque ela se sente incômoda a menos que esteja usando coturnos e roupas totalmente masculinas. Betty, a bissexual e sapatão enrustida, que é capaz de entregar seu marido, com a esperança da ?lady? que deseja por perto. Conhecerá a Rosângela, uma ?lady? amoral, capaz de extorquir dolosamente suas amantes masculinizadas até depená-las completamente. E conhecerá Nádia, a abastada matrona tolerante que ?compra? suas parceiras sexuais, presenteando-as com carros e caminhonetas de luxo, roupas de marca, perfumes importados, para tê-las à sua disposição, num estalar de dedos... Essas são as mulheres, as lésbicas, que o leitor encontrará aqui, ouvindo-as falar, através nos seus próprios diálogos, em excertos extraídos das sessões clínicas. Solitárias, temerosas, carregadas, infelizes, desesperadas, insatisfeitas, diferentes. Uma penca delas; cada uma, fora de padrão no seu próprio modo de ser, cada qual sendo uma desterrada social e sexual, cada uma sendo um exemplo vivo e individual de algo que não se encaixa, de algo que parece que saiu errado. Os nomes de todas as pacientes lésbicas, bem como de todas as demais pessoas mencionadas incidentalmente neste livro, foram propositadamente trocados. Se, por ventura, usamos o prenome ou o apelido de qualquer pessoa real, viva ou morta, em qualquer lugar deste trabalho, terá sido por mera coincidência. Os casos de mulheres aqui discutidos são casos de moças reais. Apenas os nomes são fictícios. Quiçá a melhor forma de concluir estas palavras iniciais seria fazendo-o com as palavras de uma das nossas pacientes, por ocasião de sua última sessão. Ela já tinha comparecido a uma dúzia de sessões e já tínhamos discutido o seu problema de forma bastante exaustiva. Agora, ela estava a ponto de deixar um trabalho bom, como publicitária em uma importante agência paulista, para mudar-se para o Rio de Janeiro: ?Eu gosto de São Paulo?, ela disse, ?e estarei perdendo muito mudando-me agora. Não tenho nenhum trabalho ?prêt-à-porter?, prontinho para mim, esperando-me no Rio de Janeiro, terei que ?ralar? muito... Além disso, eu amo a minha família?. Ela tirou um cigarro do bolso, bateu seu filtro, demoradamente na unha do seu polegar, pensativamente, e então o acendeu. ?Eu amo a minha família,? repetiu. ?Mas eu não posso viver com eles. Eles não me podem ver como um ser humano. Pensam que há algo errado comigo.? Aí suspirou. ?Eu só gostaria,? disse, ?que eles pudessem compreender-me?. Se for possível dizer que este livro tem uma mensagem global, esta poderia ser: Goste de todas quantas o rodeiam ? homossexuais ou bissexuais ?, da mesma forma que dos demais; elas não carecem nem de compaixão nem de caridade. Precisam, simplesmente, ser compreendidas. Jorge Paulete Vanrell Nilzeth Lourenço de Alcântara

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